quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Hoje é aniversário do William Serra!!!!!!!!!!


Hoje é aniversário do meu querido , solidário, carinhoso, prestativo e meigo amigo William Serra! Pessoa maravilhosa, preocupada com o bem estar dos companheiros, que telefona, se emociona, dá apoio, enfim, uma raridade nos dias de hoje!
Desejo a você, William, tudo o que de melhor esta vida pode lhe oferecer! Você, mais do que ninguém, merece!
Beijo grande!
Angela

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Rio de Janeiro em 1936




RIO 1936, DOCUMENTÁRIO DA METRO
"City of Splendour"

Interessante documentário sobre o Rio pescado na internet.
Reparem nas ruas limpíssimas, os parques sem cercas, os espelhos d'água límpidos e a moda da praia.
Notem ainda os tipos de veículos. E que a Avenida Beira-Mar (Atlântica) ainda era estreita.
Mostra ainda como se produz aquele artesanato kitsch com asas de borboletas, até hoje típico na cidade. Em 1936, segundo a narrativa do documentário, existiam no Rio 700 espécies de borboletas.
Boa viagem ao passado!!!


Filme enviado no sábado passado, por e-mail, pelo meu irmão Gustavo.

Rio de Janeiro em 1967




Trata-se de um clip para o filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", na época da Jovem Guarda.

O helicóptero é da VOTEC (Vôos Técnicos e Executivos) - facilmente identificado pela logomarca. Para atravessar o Túnel do Pasmado interromperam o trânsito e podem-se ver poucos carros parados perto do Mourisco. Só dá Fusca.
Nada da Torre do Rio Sul, tampouco da Morada do Sol.
A Avenida Atlântica, sem alargamento, com apenas uma pista. Ao passar pelo Largo da Carioca, esquina com 13 de Maio, vê-se o então famoso "Tabuleiro da Bahiana".
O Prédio do BNDES ainda não existia ! Copacabana não tinha sida aterrada,tinha uma só pista!
Na Cinelândia, vê-se ainda o antigo Senado Federal (Palácio Monroe).
A descida é no antigo prédio do Banco do Estado da Guanabara, atual Itaú/Banerj, em frente ao Buraco do Lume. Provavelmente o único heliponto do Centro da cidade naquela época.
A época a cidade do Rio de Janeiro era o Estado da Guanabara.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

A arte de agradecer

J. Carino

Montagem sobre foto

23|10|07 • Nos dias que correm, a arte de agradecer está desaparecendo em meio à confusão comunicativa. A simplicidade, a beleza e o som gostoso de um “obrigado” estão cada vez mais difíceis de se encontrar.

A vida corre; a luta pela sobrevivência é intensa; a praticidade se impõe. Tudo isso faz com que os pequenos gestos de atenção, de gentileza, fiquem esquecidos. Entre eles, as manifestações de agradecimento.

Sim, agradecer é uma arte. Quando se agradece, não basta a simples repetição mecânica de palavras; é necessário que elas contenham o brilho da sinceridade e o calor da verdade de quem agradece.

Essa arte é feita, inclusive, de sutilezas e de delicadeza. O agradecimento não pode soar como uma obrigação; não pode também conter a arrogância dos que agradecem a contragosto. Agradecer é como pintar ou esculpir: a alma de quem faz deve misturar-se ao gesto de fazer. O resultado precisa conter a beleza integral dessa manifestação de atenção.

Já reparou, caro leitor, como um simples “obrigado” é algo poderoso? Muitas vezes, em meio à tensão de um contato malsucedido, ou mesmo quando se percebe que o desentendimento vai descambar para uma discussão, essa palavra mágica  desarma espíritos e dissolve resistências.

Manifestar agradecimento também honra e enobrece aqueles a quem agradecemos. É o caso típico dos que nos prestam serviços – como balconistas, garçons, porteiros, motoristas de ônibus ou de táxi -, a quem muitos não agradecem, seja por distração, seja por acharem que não fazem mais do que sua obrigação ao nos atenderem bem. E sem dúvida um “muito obrigado”, dito com calor e sinceridade, pode salvar o dia de alguém que já pode estar se considerando humilhado, mal remunerado ou injustiçado em seu trabalho.

Interessante é lembrar que, embora a gente nem sempre exercite a arte de agradecer, desejamos receber agradecimentos. Muitas vezes nos enfurecemos quando não recebemos pelo menos uma palavra de agradecimento. Nossa idéia mais típica é julgar que aí existe uma ingratidão em relação ao que fizemos.

Preocupa-me sobremaneira observar que a arte do agradecimento não está sendo passada como antes às novas gerações. Crianças – pessoas em formação – não nascem sabendo agradecer; precisam ser ensinadas; necessitam aprender essa arte, como as demais regras de civilidade e gentileza sem as quais jamais se tornarão integralmente humanas. Adultos têm o inelutável dever de passar a esses seres novos que entram no mundo o que esse mundo contém, de mau ou de bom, inclusive as manifestações básicas de conduta harmoniosa na convivência com os outros, entre elas a arte de agradecer.

Assusta-me igualmente ver entre os jovens essa ausência contumaz de agradecimentos. Quero crer que lhes parece “caretice” dizer um “obrigado”. Ou talvez seja simples falta de tempo, ou ainda um dos frutos da confusão comunicativa a que me referi no início desta crônica.

Agradecer é doar-se em sinceridade a outrem; é reconhecer-lhe a importância; é testar a própria humildade; é manifestar a boa educação – condição que também parece estar se dissolvendo em meio à brutalidade e à ignorância cada vez mais generalizadas.

Receber alguma coisa – uma mensagem, um presente, um bom serviço, ou um simples gesto de atenção – é muito bom. Porém, melhor ainda é usufruir dos resultados da arte de agradecer. Quando superamos nossas resistências, às vezes até motivadas pela timidez, vemos o quanto é gostoso agradecer, geralmente vendo refletida nos olhos daqueles a quem agradecemos a importância de nosso gesto de agradecimento.

Que bom será se pudermos continuar cultivando a arte de agradecer.

E eu, prezado leitor, agradeço, do fundo do coração, seu carinho e generosidade de ler o que escrevo. Obrigado mesmo!

.......................................................................................................................................
J. Carino
é professor universitário aposentado, consultor e escritor, sendo autor de “Olhando a Cidade & Outros Olhares” (UniverCidade Editora, 2004), livro de crônicas sobre os bairros do Rio de Janeiro, com apresentação de Ruy Castro. Para conhecer mais sobre o autor visite a sua página
www.jcarino.com.br

www.cronicascariocas.com

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Lavou as mãos e não tem toalha...




Hehehe...

Converte-te

Converte-te  numa pessoa melhor e assegura-te de  saber
quem és antes de conhecer mais alguém e esperar
que essa  pessoa saiba quem és.

Mensagem reflexiva de autor desconhecido. Tela de Jean Béraud

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Gay Power!




Flagrantes da passeata que aconteceu em Copacabana no dia 14/10/2007 pela
criminalização da homofobia! Maravilhosa! O bom-humor imperou e eu me diverti a valer!!!!!!

Criminalização da homofobia

Pedro Estevam Serrano

Notícia veiculada pela imprensa no dia 12 de junho, informa a existência de suspeitas por parte da polícia de que o assassinato do francês Grégor Erwan Landouar pode ter sido praticado por homofobia de seus agentes. O preconceito contra a orientação homossexual seria, eventualmente, a razão da conduta criminosa.

Obviamente as investigações deverão prosseguir, sendo ainda cedo para qualquer conclusão. Nossa polícia é sabidamente competente para deslindar com brevidade o ocorrido.

Mas a suspeita em questão traz a lume outro aspecto da tragédia: a necessidade de aprovação, com urgência, pelo Legislativo nacional, do projeto de lei que criminaliza a homofobia.

A prática de violência contra outrem obviamente já é conduta gravada como ilícita em nossa legislação penal, mas inegavelmente quando motivada por preconceito racial ou de orientação sexual deve ter agravadas suas sanções.

Ao matar ou agredir alguém por conta de crenças e posturas homofóbicas o agente não agride apenas a vida ou a integridade física individual. Valores fundamentais de nossa ordem jurídica, como os direitos fundamentais das pessoas e o regime democrático, são atingidos pela conduta criminosa.

O que caracteriza a convivência democrática não é apenas o escrutínio das decisões públicas pela maioria dos integrantes da sociedade, mas principalmente o respeito à existência da minoria e a seu direito de expressar idéias, valores e afetos. Democracia não é —nem deve ser— entendida como ditadura da maioria.

O respeito à existência e à expressão de minorias étnicas e de orientação sexual é um valor fundamental não apenas da Constituição brasileira, mas de todo nosso processo civilizatório, razão que lhes confere caráter universal.

Inobstante fundado na noção de liberdade de expressão e debates de idéias e valores, o regime democrático impede o debate de alguns temas tidos como ameaça à própria existência da democracia. Como qualquer regime político, a democracia estabelece mecanismos de garantia de sua própria sobrevivência como sistema, impondo regras de aceitabilidade ao debate.

Portanto, a defesa de posturas como racismo, pedofilia, homofobia e tortura não podem servir de arrimo ideológico a grupos ou agremiações partidárias, nem sua admissão como matéria de debate político, salvo obviamente no que respeita a aprovação de leis que tipifiquem como crime tais condutas.

Essa a razão de lei de iniciativa do governo Fernando Henrique Cardoso, que tornou crime a organização de partido nazista e do uso de seus símbolos e de seus incrementos de propaganda.

O nazismo não é crime por sua dimensão de direita conservadora, mas sim por fundar-se em valores racistas, anti-semitas, razão que recomenda a punição de sua apologia. A democracia não pode admitir a presença de um partido racista no debate público, pois estaria pondo em risco a existência, a liberdade de expressão e a segurança física de uma parcela da população.

Como ensina o eminente jus-filósofo norte-americano John Rawls, um regime democrático justo pressupõe tolerância na convivência dos diferentes, em especial com as minorias. Pressupõe até mesmo tolerância com facções intolerantes, mas não admite tolerância quando estas facções intolerantes ameaçarem a segurança dos tolerantes ou de terceiros.

Grupos homofóbicos não merecem persecução, num regime democrático, por conta de sua crença conservadora e intolerante com a minoria homoafetiva. Merecem ser punidos pela ameaça que representam ao regime democrático, por postularem a supressão física ou a supressão da liberdade de expressão ideológica e afetiva de parcela da comunidade.

Note-se que há diferença profunda entre (i) não simpatizar com práticas homossexuais por questões de crença religiosa ou ideológica e a (ii) adoção de práticas tendentes à exclusão dos homossexuais do ambiente social, através de agressões físicas, morais ou de restrições indevidas, violentas ou não, à sua livre expressão e a seu tratamento igual em relação aos adotantes da orientação sexual hegemônica.

A primeira postura referida é conservadora, mas nada tem de homofóbica. A segunda caracteriza homofobia e não apenas não deve ser admitida ao debate como deve ser considerada crime.

O crime cuja intenção do agente implique em preconceitos vulneradores das práticas democráticas deve ser punido com mais rigor que o crime comum. Matar alguém, por exemplo, deve ser conduta punida severamente, mas com muito mais rigor se a razão do homicídio for o preconceito contra a religião, a etnia ou a orientação sexual da vítima, ou que o agente supunha como dela.

A luta pela criminalização da homofobia e a adoção de posturas cotidianas fortalecedoras do reconhecimento do direito à livre expressão sexual e afetiva não devem ser titularizadas apenas pelos gays, mas por toda cidadania, como forma de defesa das liberdades públicas, dos direitos fundamentais, do regime democrático e de uma sociedade justa.

Como sabiamente ensina o jurista referido: "Cada pessoa tem uma inviolabilidade fundada na justiça que nem mesmo o bem-estar da sociedade como um todo pode anular. Por isso, numa sociedade justa, os direitos assegurados pela justiça não estão sujeitos a barganha política ou ao cálculo dos interesses sociais".