A importância de ser fiel*
Este é um tema espinhoso de ser tratado, afinal, cada um interpreta a fidelidade de uma forma. Alguns acreditam que a fidelidade à pessoa amada te que ser 100%, jamais um papinho bobo no msn, nada de atender ligações de “amiguinhos”, e se puder ficar fora do mundo virtual, como orkut e afins, melhor ainda. Outros já pensam duas vezes quando questionados se determinada atitude vale ou não como traição. Independente das opiniões, o que sei é que dá muito trabalho ser infiel.
O homem ou a mulher que resolve pular a cerca, ou mesmo conviver com vários casinhos ao mesmo tempo, está sempre pisando em ovos. Nunca sabe quando pode ou não atender um celular, quando deve simplesmente pegar uma gripe e sumir por uns dias, não sabe se alguém o viu por aí de mão dadas ou tomando um choppinho num bar escondido, se um detetive picareta está no seu encalço. A infidelidade requer muita habilidade, é um negócio de alto risco somente comparado aos investimentos na bolsa e aos esportes radicais, ou seja, é sempre iminente a possibilidade de grandes perdas, um tombo, um flagra, um vexame e, na pior das hipóteses, de um crime passional. Quer correr o risco?
Já os fiéis, não aqueles da igreja, mas os amantes, estes levam a vida de forma muito mais tranqüila, o celular pode tocar a qualquer momento, o coração nunca dispara pelo medo de ser surpreendido em atos suspeitos, o final de semana às vezes é um saco, somente no sofá, mas às vezes também rola uma praia, um sítio ou uma ótima balada, sempre na mesma companhia, com o território demarcado, coração ocupado, além de toda a cumplicidade que só o tempo de convivência pode trazer.
Ser fiel pode lhe poupar muitas dores de cabeça, desgastes desnecessários, despesas extras e mágoas que às vezes duram para todo o sempre. Ter um compromisso, escolher ficar com uma só pessoa, não tem que ser imposição, é uma escolha, cada um deve saber seu momento, mas se você prefere os esportes radicais, do tipo, salto com vara de galho em galho, é melhor ficar solteiro.
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*O título é original da peça homônima do escritor Oscar Wilde.
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Boas Vibrações para todos!