segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Gay Power!




Flagrantes da passeata que aconteceu em Copacabana no dia 14/10/2007 pela
criminalização da homofobia! Maravilhosa! O bom-humor imperou e eu me diverti a valer!!!!!!

Criminalização da homofobia

Pedro Estevam Serrano

Notícia veiculada pela imprensa no dia 12 de junho, informa a existência de suspeitas por parte da polícia de que o assassinato do francês Grégor Erwan Landouar pode ter sido praticado por homofobia de seus agentes. O preconceito contra a orientação homossexual seria, eventualmente, a razão da conduta criminosa.

Obviamente as investigações deverão prosseguir, sendo ainda cedo para qualquer conclusão. Nossa polícia é sabidamente competente para deslindar com brevidade o ocorrido.

Mas a suspeita em questão traz a lume outro aspecto da tragédia: a necessidade de aprovação, com urgência, pelo Legislativo nacional, do projeto de lei que criminaliza a homofobia.

A prática de violência contra outrem obviamente já é conduta gravada como ilícita em nossa legislação penal, mas inegavelmente quando motivada por preconceito racial ou de orientação sexual deve ter agravadas suas sanções.

Ao matar ou agredir alguém por conta de crenças e posturas homofóbicas o agente não agride apenas a vida ou a integridade física individual. Valores fundamentais de nossa ordem jurídica, como os direitos fundamentais das pessoas e o regime democrático, são atingidos pela conduta criminosa.

O que caracteriza a convivência democrática não é apenas o escrutínio das decisões públicas pela maioria dos integrantes da sociedade, mas principalmente o respeito à existência da minoria e a seu direito de expressar idéias, valores e afetos. Democracia não é —nem deve ser— entendida como ditadura da maioria.

O respeito à existência e à expressão de minorias étnicas e de orientação sexual é um valor fundamental não apenas da Constituição brasileira, mas de todo nosso processo civilizatório, razão que lhes confere caráter universal.

Inobstante fundado na noção de liberdade de expressão e debates de idéias e valores, o regime democrático impede o debate de alguns temas tidos como ameaça à própria existência da democracia. Como qualquer regime político, a democracia estabelece mecanismos de garantia de sua própria sobrevivência como sistema, impondo regras de aceitabilidade ao debate.

Portanto, a defesa de posturas como racismo, pedofilia, homofobia e tortura não podem servir de arrimo ideológico a grupos ou agremiações partidárias, nem sua admissão como matéria de debate político, salvo obviamente no que respeita a aprovação de leis que tipifiquem como crime tais condutas.

Essa a razão de lei de iniciativa do governo Fernando Henrique Cardoso, que tornou crime a organização de partido nazista e do uso de seus símbolos e de seus incrementos de propaganda.

O nazismo não é crime por sua dimensão de direita conservadora, mas sim por fundar-se em valores racistas, anti-semitas, razão que recomenda a punição de sua apologia. A democracia não pode admitir a presença de um partido racista no debate público, pois estaria pondo em risco a existência, a liberdade de expressão e a segurança física de uma parcela da população.

Como ensina o eminente jus-filósofo norte-americano John Rawls, um regime democrático justo pressupõe tolerância na convivência dos diferentes, em especial com as minorias. Pressupõe até mesmo tolerância com facções intolerantes, mas não admite tolerância quando estas facções intolerantes ameaçarem a segurança dos tolerantes ou de terceiros.

Grupos homofóbicos não merecem persecução, num regime democrático, por conta de sua crença conservadora e intolerante com a minoria homoafetiva. Merecem ser punidos pela ameaça que representam ao regime democrático, por postularem a supressão física ou a supressão da liberdade de expressão ideológica e afetiva de parcela da comunidade.

Note-se que há diferença profunda entre (i) não simpatizar com práticas homossexuais por questões de crença religiosa ou ideológica e a (ii) adoção de práticas tendentes à exclusão dos homossexuais do ambiente social, através de agressões físicas, morais ou de restrições indevidas, violentas ou não, à sua livre expressão e a seu tratamento igual em relação aos adotantes da orientação sexual hegemônica.

A primeira postura referida é conservadora, mas nada tem de homofóbica. A segunda caracteriza homofobia e não apenas não deve ser admitida ao debate como deve ser considerada crime.

O crime cuja intenção do agente implique em preconceitos vulneradores das práticas democráticas deve ser punido com mais rigor que o crime comum. Matar alguém, por exemplo, deve ser conduta punida severamente, mas com muito mais rigor se a razão do homicídio for o preconceito contra a religião, a etnia ou a orientação sexual da vítima, ou que o agente supunha como dela.

A luta pela criminalização da homofobia e a adoção de posturas cotidianas fortalecedoras do reconhecimento do direito à livre expressão sexual e afetiva não devem ser titularizadas apenas pelos gays, mas por toda cidadania, como forma de defesa das liberdades públicas, dos direitos fundamentais, do regime democrático e de uma sociedade justa.

Como sabiamente ensina o jurista referido: "Cada pessoa tem uma inviolabilidade fundada na justiça que nem mesmo o bem-estar da sociedade como um todo pode anular. Por isso, numa sociedade justa, os direitos assegurados pela justiça não estão sujeitos a barganha política ou ao cálculo dos interesses sociais".

domingo, 14 de outubro de 2007

Dia da Criança com Pedro!




Dia 13 de Outubro, dia em que meu pai faria 81 anos, meu netinho Pedro veio comemorar o Dia da Criança na minha casa, com seu pai, meu irmão, minha mãe e maridão!

Cow Parade em Copa!




Lindas, não?

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

A lei de Zeca Pagodinho

Recebi hoje por e-mail e concordo totalmente!

A lei de Zeca Pagodinho

Nailor Marques Junior

Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias.

Um dia porém um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: "Não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço".

Como professor vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalhou para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz.

Tenho a impressão que ensino no vazio (e sei que não estou só nesse sentimento) porque depois de formados meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos juntos. Parece que quando meus meninos(as) caem no mercado de trabalho, a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta nem se alguém vai ser lesado nesse processo.

Aprenderam rindo, mas não querem passar o riso à frente nem se comovem com o choro alheio. Digo isso até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos se gabam de desonestidades. Os que passam os outros para trás são heróis e os que protestam são otários, idiotas ou excluídos, é uma total inversão dos valores. Vejo que alguns professores partilham das mesmas idéias e as defendem em sala de aula e na sala de professores e se vangloriam disso.

Essa idéia vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas, e quase todos disseram que o cantor estava certo, tontos foram os que confiaram nele. "O importante, professor, é que o cara embolsou milhões", disse-me um; outro: "Daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico". Todos se entreolharam e riram, só eu, bobo que sou, fiquei sem graça.

O pior é quando a gente se dá conta que no Brasil é assim mesmo, o que vale é a lei de Gérson: "O importante é levar vantagem em tudo, certo?" (Lei de Gerson..! dá para rir..?). A pergunta é: É possível, pela lógica, que todo mundo ganhe ? Para alguém ganhar é óbvio que alguém tem de perder. A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado; é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada; é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha; é cortar a fila do cinema ou da entrada do show; é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu; é marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça; é comprar na feira uma dúzia de 15 laranjas; é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba; é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde; é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas; é arrancar placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto; é trocar o voto por empregos, pares de sapato ou cestas básicas; é fraudar propaganda política mostrando realizações que nunca foram feitas: a lógica da perpetuação da burrice.

Quando um país perde, todo mundo perde. E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo.

Parafraseando Schopenhauer: "Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior". Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o sol. Felizmente há os descontentes, os lutadores, os sonhadores, os que querem manter o sol aceso, brilhando e no alto.

A luz é e sempre foi a metáfora da inteligência. No entanto, de nada adianta o conhecimento sem o caráter. Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros.

Acho que o mundo (e, sobretudo, o Brasil) precisa mais de gente honesta do que de literatos, historiadores ou matemáticos. Ou o Brasil encontra e defende esses valores e abomina Zecas, Gérsons, Dirceus, Dudas, Rorizes todos os que chamam desonestidades flagrantes, de espertezas técnicas, ou o Brasil passa de país do futuro para país do só furo.

De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência.

De professores, espera-se mais que discurso de bons modos, espera-se que mereçam o salário que ganham (pouco ou muito) agindo como quem é honesto.

A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos. Quem plantar joio, jamais colherá trigo.

Quando reflexões assim são feitas cada um de nós se sente o palhaço perdido no palco das ilusões. A gente se sente vendendo o que não pode viver, não porque não mereça, mas porque não há ambiente para isso. Quando seria de se esperar uma vaia coletiva pelo tombo, pelo golpe dado na decência, na coerência, na credibilidade, no senso de respeito, vemos a população em coro delirante gritando "bis" e, como todos sabemos, um bis não se despreza. Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo! bravo!

E vamos todos rindo e afinando o coro do "se eu livrar a minha cara o resto que se dane".

Enquanto isso o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz:

- Esse é o problema... eu sou o palhaço.




Revolução da alma...

Revolução da Alma

Ninguém é dono da sua felicidade,
por isso não entregue sua alegria, sua paz,
sua vida nas mãos de ninguém,
absolutamente ninguém.

Somos livres,
não pertencemos a ninguém 
e não podemos querer ser donos dos desejos,
da vontade ou dos sonhos 
de quem quer que seja.


Se você anda repetindo muito
"eu preciso tanto de você"
 ou,
"você é a razão da minha vida",
cuide-se.
Remova essas palavras 
e principalmente a ação dessas palavras
 da sua vida, pois fazem muito mal 
ao seu "eu" interior.
 
A razão da sua vida é você mesmo.


A tua paz interior é a tua meta de vida,
quando sentires um vazio na alma,
quando acreditares
 que ainda está faltando algo,
mesmo tendo tudo,
remete teu pensamento
 para os teus desejos mais íntimos 
e busque a divindade que existe em você.
 
 Pare de colocar sua felicidade
 cada dia mais distante de você.
Não coloque objetivos
 longe demais de suas mãos,
abrace os que estão ao seu alcance hoje.


Se andas desesperado
 por problemas financeiros,
amorosos 
ou de relacionamentos familiares,
busca em teu interior
 a resposta para acalmar-te,
você é  reflexo
 do que pensas diariamente.
Pare de pensar mal de você mesmo(a),
e seja seu melhor amigo(a) sempre.
 


Sorrir significa aprovar, 
aceitar, felicitar.
Então abra um sorriso para aprovar
o mundo que te quer oferecer o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as
melhores impressões de você,
e você estará afirmando para você mesmo,
que está "pronto"para ser feliz.


Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem
você conquistou ainda.
 
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Quando você agradece,
Deus recebe seu coração.
Agradeça tudo que está em sua vida 
nesse momento, inclusive a dor .
Nossa compreensão do universo, 
ainda é muito pequena para julgar o que
quer que seja na nossa vida.


Por fim,
acredite que não estamos sozinhos
 um instante sequer.

Você pode,
através de uma  oração simples 
e de coração 
buscar Aquele que é maior 
que quaisquer problemas.
Unir-se a DEUS nos momentos de alegria,
garante uma facilidade maior de contato
nos momentos menos alegres.
Pense nisso!!!
 
 
 
Paulo Roberto Gaefke
 
do livro 
 
Quando é preciso viver, pág 69

Museu da voz!

Agora sim acho que vai dar para vocês verem!
Espetacular, foi meu irmão que me mandou!
Attachment: museu_da_voz.pps